30 Agosto 2006

Comentários

Blasfémias

Credito: jcd, 2006-08-11 21:41:00

Update: O jovem Hezbolah tem uma nova e intrigente mensagem para o mundo "O Blasfémias é um Cadáver Adiado". Ver no fim



___



As caixas de comentários do Blasfémias sempre foram espaço de opinião livre e onde ocorreram alguns dos melhores debates da blogosfera. Infelizmente, nos últimos tempos, a qualidade do debate tem baixado (...)

Hoje fresquinho!

A Arte da Fuga

Credito: AA, 2006-08-28 20:00:00

Na revista Dia D do jornal Público,



- "O valor do insucesso" de André Abrantes Amaral:

Fala-se muito de liberalismo, tanto nas colunas de opinião desta revista, como na blogosfera, o que é agradável para um país demasiado estatizado. Sucede que o Estado liberal não nasce de um clique, antes necessita de uma sociedade liberal. O medo faz parte da vida
(...)

TECNOSFERA

ContraFactos & Argumentos

Credito: PedroF, 2006-08-18 17:23:00

Carlos Leone: Na edição de hoje da "6ª", revista do Diário de Notícias, Carlos Leone é entrevistado por Pedro Mexia, a propósito da sua tese de doutoramento e publicação em livro [...]

Carlos Leone acha que a crítica, apesar de não ter morrido, perdeu relevância na sociedade. Até porque foi absorvida pelo marketing, que ocupou a função social da mediação no conhecimento das obras de arte e ideias. A segunda ideia liga-se aos blogues, que ele criticou numa dada altura, em especial devido aos comentários anónimos colocados nos textos de um blogue. Agora moderou a sua postura e considera que os blogues são um espaço de criação de liberdade em termos de crítica e de edição. (...)

Notas finais a uma conversa com Pedro Mexia

ESPLANAR

Credito: , 2006-08-18 10:36:00

É hoje publicada no DN (suplemento «6ª») uma conversa minha com Pedro Mexia. O tema é um livro meu do ano passado, Portugal Extemporâneo (2 vols., INCM). Esta nota serve para «arrumar» duas questões mencionadas na entrevista que, nas semanas que mediaram entre gravá-la e publicá-la, tiveram desenvolvimentos. Uma é a função do discurso crítico e a sua relação com o jornalismo actual; a outra é a função dos blogs até hoje e no futuro previsível.
1. Como escrevi aqui, ainda antes da entrevista, não penso que a crítica esteja morta ou a morrer, apenas em mudança de funções e, consequentemente, de características. Os motivos para isto, apresentei-os em dois posts sucessivos (19 e 20 de Junho) que mereceram comentários vários.
No Da Literatura, Eduardo Pitta ignorou-os e preferiu falar como se entre crítica e publicidade promovida por editoras não houvesse diferença; é com ele, quem quiser pode ir por aí, é legítimo, apesar de eu ver nisso uma incompreensão do que está em causa (o meu argumento é todo outro: um crítico não espera pelos «envios», tal como um jornalista não espera por «notícias» de nenhuma «agência».).
Um indivíduo que perpetra no blog Frenchkissin’ (no kidding, no link) e pertencente à direcção do DN (onde parece ser um digno sucessor de Luís Delgado), optou pelo anti-intelectualismo, parecendo apostado em provar que a escrita pode ser inteiramente braçal, dispensando o intelectual – e, lendo-o, como duvidar? Na ânsia de provar (...)

[ ANTI-BLOG ]

[ argumentum ad ignorantiam ]

Credito: , 2006-08-23 20:15:00

Quarta-feira, 23 de Agosto de 2006
Divulgação
[ AQUI ]
[ categorias ]: blog
[ cjt ] às 19:49 link do post comentar ver comentários (1) adicionar aos favoritos


A Boavista e o Calhau
Agora, isto lembra-me uma questão que me persegue há anos - porque será que me sinto sempre bem quando estou no edifício da Fundação Calouste Gulbenkian?? Ou nos seus jardins?? Eu acho que a resposta está algures entre o fim do império romano e a idade das trevas dos bárbaros... Fica a impressão de um hiato durante o qual andamos todos um bocado perdidos e até esquecemos, em nome de umaassinatura de ruptura em nome de uma ideologia qualquer sem nexo, as mais elementaressoluções de bom senso...
Um abraço jovemPaulo Espinha [ @
a Baixa do Porto ]

Realmente aos olhos ignorantes das coisas arquitectónicas como são os meus, há qualquer coisa que falta ali, em redor daquele maciço da Casa da Música. A falta de uma envolvente ao edifício faz com que este, assim despido, se mostre tão orgulhosamente como um calhau de dimensões monstruosas que caiu, ressaltou e, finalmente, ali ficou parado na inútil espera de uns serviços camarários que o recolham.
Não tenho dúvidas em relação à existência de ousadas complexidades arquitectónicas [que, de resto, os meus complexados olhos não conseguem divisar] e muito menos da qualidade dos materiais utilizados que já tive oportunidade de apreciar em espectáculos. Sim, as cadeiras, a insonorização, o ambiente criado são de excepcional qualidade... mas tudo se desmorona quando saímos do edifício.
E os problemas começam precisamente aí, à saída. A íngreme escadaria, sem corrimão, as luzes que ofuscam, entre outras coisas, têm sido sobejamente apontadas por quem acede ao espaço. Mas isso vinha no pacote e parece que não há muita vontade [ou possibilidade] de contornar. Depois desses precalços, vem a tristeza, a aridez.
Não sei, não conheço os planos para a área, irei verificar. Mas é uma pena que não se faça algo por aquela zona, mais uma zona fantasma da cada vez mais fantasmagórica cidade do Porto.
[ categorias ]: opinião, porto
[ cjt ] às 19:25 link do post comentar adicionar aos favoritos ***Proposta do [ anti-blog ] - aditamento
Em aditamento á proposta original cumpre-me informar das disposições seguintes:
Este blog passa, a partir de agora, a ser um blog burguês. Como tal, (...)

VITAMEDIAS

ContraFactos & Argumentos

Credito: PedroF, 2006-08-23 19:39:00

CronoBlogologia de apanhados sobre o evento Eduardo Cintra Torres-RTP, com alguns comentários: (...)

Welcome to Elsinore

Posto de Escuta

Credito: Pedro, 2006-08-28 22:01:00

Welcome to Elsinore: "Não sei se por causa da guerra ou da política, se por causa do futebol ou da literatura. Certo é que há meses não havia tão alargado consenso na blogosfera como o que aconteceu a propósito de Plutão. Cabem numa mão fechada os que escaparam ao texto nostálgico, empático, indignado, tragicómico, o discurso em defesa dos mais fracos, das memórias de infância, do direito ao bom nome, aos direitos adquiridos, a uma classificação condigna. Nem eu escapei."

Blogosfera Lusa: Análise 2

PubADdict

Credito: Bruno Ribeiro, 2006-08-28 22:54:04

Neste minha segunda análise da blogosfera portuguesa resolvi centrar-me na relação existente entre o número de links de um blog e a média de visitas verificadas. Para isso recolhi dados relativos a cerca de 100 blogs portugueses no que toca à sua média de visitas (dados Sitemeter) e ao número de inbound links e linking blogs recebidos por cada um desses blogs através de uma pesquisa no Technorati. De seguida procedi a uma escolha aleatória de cerca de 75 blogs cujos dados foram submetidos à análise.

Os resultados apresentam a existência de uma correlação positiva forte (para quem não está familiarizado com o conceito de correlação) entre linking blogs e média de visitas (r=,62), entre inbound links e média de visitas (r=,59) e, como seria de esperar, entre linking blogs e inbound links (r=,86) (...)


Sinais

Aspirina B

Credito: José Mário Silva, 2006-08-28 16:08:00

Das 11 citações que o Público reúne hoje na sua coluna "Diz-se", cinco foram apanhadas na blogosfera: três de Paulo Gorjão, uma de Francisco Almeida Leite e uma de João Gonçalves.


BLOGUITICA

Credito: PG, 2006-08-28 11:37:00

DESMENTIDO [1191] -- Alguém poderia fazer o favor de informar Vital Moreira que houve um desmentido por David Damião, no DN, na segunda-feira imediatamente após a publicação do artigo de Eduardo Cintra Torres? E que a blogosfera também, de imediato, lhe fez referência?

[ anti-blog ]

[ argumentum ad ignorantiam ]

Credito: , 2006-08-21 18:14:00



Proposta do [ anti-blog ]
A proposta do [anti-blog] é simples: tentará demonstrar que não é difícil criar um blog completamente inútil.
Esta demonstração pretende desmistificar a ideia segundo a qual apenas as mentes mais esclarecidas têm a capacidade de se revelarem totalmente inúteis, provando que o disparate está ao alcance de qualquer um.
As ferramentas utilizadas nesta demonstração são básicas: a descarada falta de inspiração do autor, os restantes blogs e uma enorme quantidade de tempo a dispender em exercícios de estilo completamente inúteis. Trata-se, assim, de um estudo perfeitamente credenciado e que, chegado o tempo, será constituído em tese de doutoramento sob o título "Da Imensidão De Inutilidades Que Podem Ser Encontradas Na Belogoesfera E Da Necessidade Espiritual Dos Tais 15 Segundos De Fama Que O Andy Prometeu Ao Pessoal - A Farsa Da Intelectualidade Caseira E As Inspirações Dos Mais Grandes Da Nossa Praça".
Por agora estamos conversados, a
seguir se ditarão algumas considerações prévias.
categorias: acerca do [anti-blog]
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***

Blogosfera - Motivações Básicas I
O Mundo conhecido está recheado de blogs. Há blogs para todos os gostos e feitios, desde o blog da menina que regista publicamente as entradas do seu diário secreto ao maduro que anda por aqui a ver se dá numa de sedutor passando, claro está, pelas mais vistosas e suculentas "bundas" importadas directamente do Brasil e pelos sagrados vídeos pornográficos feitos por amadores. Também há os que não fazem absolutamente nada e que, à falta de projecto consistente, teimam em fundar blogs por aqui e por ali, matando-os logo de seguida por manifesta incapacidade de alimentar a besta, caso deste vosso dedicado escriba. Por fim, há os casos sérios de bloguística sapiência e maturidade, casos raros de longevidade lúcida e os seus opostos, casos de longevidade gágá mas que, ainda assim, mantêm os seus clientes pregados ao monitor fazendo comentários por dá cá aquela palha, mesmo que o assunto de um post seja tão merdoso como um "emoticon".
Andy Warhol deixou-nos em testamento o cronómetro da Fama a que cada um de nós tínhamos direito. A professora da série dos idos 70, "Fame", deixou-nos o pensamento "a Fama paga-se". Nota-se que tanto um como a outra não chegaram a conhecer a Internet.
Actualmente a Fama pode durar anos e, cada vez mais, cada um de nós tem direito a ela. Gratuitamente. A blogosfera está agora repleta de seres que se contradizem e que, estou convencido, começam a sofrer de dissociações de personalidade: cada um dos seres da blogosfera tem a sua realidade dividida entre o meio físico, onde cada passo que dá depende das condições da envolvente, e o meio do "media", onde um "nickname" lhe dá poderes extraordinários, poderes que lhe permitem ser quem deseja ser. Sem responsabilidade de maior.
Claro que há excepções e honrosas: existem os que escrevem na tentativa de serem, realmente, um canal de informação alternativa, uma escola, um romance... mas são poucos quando comparados com a autêntica galáxia de inutilidade que este meio apresenta.
Creio que, na maioria dos casos, o blog é uma personalidade secreta, daquelas que se ostenta apenas num determinado meio e que não se mostra em casa. E isso é triste.
categorias: blogosfera">blogosfera
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A VIDA É FEITA DE MUDANÇA...

As Imagens e Nós

Credito: José Carlos Abrantes, 2006-08-15 19:30:00

...a blogosfera também. Este blogue será continuado em Mestiçagens. Go to Mestiçagens.

Uma pantominice pegada

Bicho Carpinteiro

Credito: , 2006-08-15 14:07:00

O "Abrupto" JPP foi (ou tem sido) alvo de sabotagem informática. Prima facie anda por aí alguém que não aprecia muito o papel blogosférico de "grande educador" de JPP.

Mas pergunto-me eu, que motivos poderão levar alguém a perder tempo e energia com tamanho acto ignóbil? Inveja da interminável e galáctica cultura do autor? Sensação de profundo enfadamento com os postulados "eu estou aqui" diários do autor? Descontentamento com o facto do autor não ir "muito à bola" com a bola e a Selecção?

Enfim julgo que é importante dissertarmos sobre a causa antes de saltarmos para o juízo. Até porque isto é grave como nos lembra o blasfemo CAA, pois estamos perante um ataque ao "blogue de comentário político com maior audiência em Portugal e que mais influência tem no incremento da nossa blogosfera".

Shame on you RAP, seu felino fedorento por ousar lembrar-nos da importância de sermos lúcidos e de nos rirmos das pantominices da blogosfera lusa.


BLOGUITICA

Credito: PG, 2006-08-14 13:41:00

LEITURAS BLOGOSFÉRICAS

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1. «Os patrulheiros», por Eduardo Pitta (DA LITERATURA, 13.8.2006). 2. «As várias coisas que estão a arder», por José Pacheco Pereira (ABRUPTO, 14.8.2006).

Hackmeter

Complexidade e Contradição

Credito: , 2006-08-10 00:22:00

Agora foi o Francisco José Viegas. Depois do Abrupto, a pirataria vai fazendo a sua história, e já se tornou no novo critério de peso na blogosfera. Blogue que é blogue, é valandizado.

(Obviamente, ninguém me vai atacar. Mas eu simulo, que vocês nem dão por nada. Ah, a fama.)

Um novo blogueiro

Fonte das Virtudes

Credito: , 2006-08-13 17:48:00

Novas na blogosfera! Este caramelo atoleimado também já tem um blogue. Será que alguém lhe vai dedicar posts de boas-vindas? E cantar-lhe-ão os parabéns quando fizer um ano de postagens? E dar-lhe-ão a honra de um link nas colunas de favoritos? Não me parece, mas tenho por certo que o gajo rapidamente destronará o Pacheco Pereira do Olimpo das audiências. Pelo menos, parece que escreve...

SOBRE AS FOTOGRAFIAS MANIPULADAS

Praça da República em Beja

Credito: nikonman, 2006-08-11 23:15:00

reutersfake.jpg
foto: reuters

Já corre por aí a história da fotografia manipulada. E li, também por aí, que é irrelevante a situação com mais ou menos fumo.
Vamos então por partes.
A fotografia é, em jornalismo, um documento e é como tal que deve ser tratada. Todo o cuidado é pouco sempre que se efectue um tratamento digital, que se deve restringir a "limpar" defeitos ou a restabelecer um enquadramento.
Muitas agências noticiosas e jornais estabelecem, de forma bastante clara, nos seus livros de estilo, a proibição de alterar as fotografias, mesmo que previamente editadas em software específico (photoshop).
Ora, o que se passou neste caso, foi que o foto-jornalista (Adnan Hajj) pretendeu dar mais dramatismo à cena retratada. Tratando-se de uma agência como a Reuters, e descoberta a manipulação (denunciada e multiplicada a denúncia na blogosfera) não restava outra saída que não fosse dispensar os serviços do free-lancer. Por uma questão de idoneidade, de confiança.
Para quem julga que estas situações só se passam em cenários de mais ou menos guerra, recordo que em Abril deste ano a agência EFE (Espanha) teve que mandar substituir uma fotografia que havia distribuído pelas redacções e que levou mesmo o prestigiado "El País" a apresentar um pedido público de desculpas pelo involuntário logro.

recorteElPais.jpg
foto: EFE - à esquerda a imagem captada pela câmara e à direita a imagem manipulada

A história desta fotografia pode ser lida aqui.

Um tema polémico.


Modernidade, resistências e ambiguidades

fuga para a vitória

Credito: , 2006-08-09 00:06:00

Aproveito a polémica sobre a natureza do salazarismo (bloguiticamente detonada aqui e regada na respectiva cx. de comentários e aqui), para introduzir um historiador italiano, Stefano Cavazza, dado o seu estimulante contributo para repensar estas questões da natureza ideológica dos regimes da vaga fascista (anos 20/30).Tendo por pano de fundo o reequacionar do confronto com o tipo extremo representado no nazismo e a propósito das relações entretecidas entre folclorismo, regionalismo cultural, nacionalismo e modernização sob o vinténio fascista, Cavazza diz-nos o seguinte:"Nos últimos anos a historiografia anglosaxónica propôs o modelo de «modernismo reaccionário» (Jeffrey Herf) para interpretar o caso nazi. Segundo tal modelo, a promoção do desenvolvimento tecnológico inseria-se numa tradição nacionalista e irracionalista fundada na oposição entre Kultur e Zivilisation, e associava-se à reproposição de valores e formas de vida tradicionais. Trata-se certamente duma interpretação pensada a partir da experiência histórica alemã e sujeita a uma verificação por ora apenas parcial mesmo naquela área; contudo, ainda que com muitas cautelas, ela parece-me proponível mesmo noutros contextos nacionais. Da pesquisa feita sobre o folclorismo fascista surgiram diversos elementos com afinidades a um registo deste tipo. Em Itália, na génese do amor pelo folclore estavam a tensão rumo ao passado e aqueloutra rumo ao sistema de valores pré-industriais que se punham em conflito aberto com a evolução coeva dos valores e dos costumes. Esta tensão dialética atravessava até o bloco de consenso [...] e as próprias instituições do regime. [...] o folclore podia bem servir para tentar realizar o desenvolvimento tecnológico, indispensável a uma política de potência no seio dum sistema de valores prémoderno. O folclorismo fascista, a reboque da ideologia da romanidade e dum culto da tradição orientado rumo à latinidade, foi funcional para esta tentativa, fruto bem entendido não dum projecto coerentemente pensado e desenvolvido, mas sim duma interacção de impulsos distintos. [...] A modernização era realmente um processo em curso e, face aos conflitos que ela produzia, as classes dirigentes liberais preferiram juntar-se ao fascismo e a uma tentativa de recompactamento da nação ao qual mesmo o folclorismo deu o seu contributo" (Piccole patrie, Bolonha, Il Mulino, 1997, p.251/2).Ora, o salazarismo tem afinidades com este magma cultural-ideológico, mas não terá ido tão longe na reformatação dos modelos culturais, daí se poder usar ainda com mais propriedade uma definição como a da resistência à modernidade e de como essa resistência teve consequências nefastas e duradoiras ao nível social, cultural, institucional e mental. Estamos aqui a falar numa dimensão cultural-ideológica, e não económica ou sócio-económica, das elites, correntes e seus interesses. Um fascismo sem movimento de massas (M. Lucena), uma modernização incipiente e desequilibrada sem modernidade cultural e cívica: esta afigura-se-me uma estimulante via a explorar.É outra perspectiva, uma possibilidade entreaberta para repensar o salazarismo (ou o franquismo, etc.), sob pena de cairmos em balanços quantitativistas escorregadios e relativizadores (crescimento económico, indicadores sócio-económicos brutos e descontextualizados, etc.), ou de estarmos a falar sempre dos mesmos domínios, o económico e o político mais formalistas.Tomando a deixa de Carlos Leone, algumas das minhas pesquisas vão tb. neste sentido e estão tb. aí disponíveis, em livros (Salazarismo e cultura popular, 2001; A leitura pública no Portugal contemporâneo, 2004) e artigos vários, para escrutínio, apropriação e confronto.Neste sentido, este tipo de debates não tem estações, vai-se fazendo, à medida das possibilidades de cada um. A blogosfera tem esse potencial: a da maior interactividade, do maior espaço de reflexividade, aprofundamento e pluralidade, da menor pressão do tempo e a da mais fácil remissão e recuperação de textos antigos, ia a dizer arquivados.

Lua Feiticeira

A Arte da Fuga

Credito: AMN, 2006-08-08 13:05:00

Há pessoas que escapam à fatalidade do local de nascimento, desmentindo as tradições e alimentando as rupturas. É o caso da nossa Miss Pearls, sempre Xanel Cinco, que hoje faz um ano. Ser uma albicastrense nunca fez dela uma mete nojo. Antes pelo contrário. A Miss Pearls é uma verdadeira lua no breu da blogosfera. Por isso, ou também por isso, aqui fica um grande beijinho de parabéns no mais

BLOGUITICA

Credito: PG, 2006-08-08 00:19:00

LEITURAS BLOGOSFÉRICAS

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1. «Esquerda, direita, um, dois!...», por Pinho Cardão (QUARTA REPÚBLICA, 7.8.2006).

BLOGUITICA

Credito: PG, 2006-08-07 19:32:00

LEITURAS BLOGOSFÉRICAS

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1. «Paridade para cinco anos», por Francisco Almeida Leite (CORTA-FITAS, 7.8.2006). [ADENDA] 2. « A permanente encenação», por João Caetano Dias (BLASFÉMIAS, 7.8.2006)

BLOGUITICA

Credito: PG, 2006-08-09 00:00:00

LEITURAS BLOGOSFÉRICAS

Blogosfera.jpg"> Blogosfera.jpg">

1. «Agosto. E nós com isso?», por Eduardo Pitta (DA LITERATURA, 8.8.2006). 2. «Querido Blogue,», por Rita Barata Silvério (RITITI, 8.8.2006). [ADENDA] 3. «Vamos bien!», por Tiago Barbosa Ribeiro (KONTRATEMPOS, 9.8.2006).

Blogosfera Lusa: Análise 1 v2.0

PubADdict

Credito: Bruno Ribeiro, 2006-08-02 23:42:20

Antes de enveredar por outras análises, resolvi fazer um pequeno tendo upgrade à primeira tendo em conta o feedback então recebido. Foram blogosfera-poltica-lusa.html">incluídos dados do Blogpulse, e o valor para blogosfera-lusa-analise-1/#comment-84">os dados Technorati representa desta feita o total de links para cada blog. Neste último índice verifica-se que, em comparação com blogosfera-lusa-analise-1/">a versão anterior, quer o Blasfémias quer O Insurgente ultrapassam o Causa Nossa; sendo que no caso blasfemo há mesmo um assumir de ‘liderança’ face ao Abrupto. Num próximo post irei abordar a relação entre número de links e número de blogs que linkam de acordo com os dados Technorati.

blogosfera2b.png" title="analise_blogosfera2">blogosfera2b.miniatura.png" alt="analise_blogosfera2" />Clicar para aumentar

Tag: Web Analytics technorati_logo sapotags_logo marcantes_logo blogosfera">destakes_logo favoritos_logo delicious_logo wordpress_logo


BLOGUITICA

Credito: PG, 2006-08-07 15:54:00

NEVER SAY NEVER

[1082] -- Passou, aparentemente, ao lado da blogosfera:

«Em meados do ano passado, Freitas do Amaral mostrou-se disponível [par]a candidatar-se à Presidência da República. Numa entrevista ao DN, ao ser questionado sobre as presidenciais, o ministro dos Negócios Estrangeiros respondeu em inglês: "Never say never" (...). Carneiro Jacinto revela que essa declaração foi articulada com José Sócrates . Sem querer por enquanto entrar em mais pormenores sobre o assunto, (...) o ex-porta-voz das Necessidades assegura que Freitas não tinha a ambição de correr para Belém » (DN, 6.8.2006: 7).

Vencedor do Tour usa blog para se defender das acusações de doping

Engrenagem

Credito: João Pedro Pereira, 2006-08-07 22:55:55

Mesmo quando se tem acesso aos media mainstream, a blogosfera continua a ser importante: o ciclista Floyd Landis, vencedor do Tour de France, usa o seu blog para, mais uma vez, se afirmar inocente em relação às acusações de doping.


bomba inteligente

Credito: Charlotte, 2006-08-05 19:33:00

Passear pela blogosfera é bom e faz crescer

- Começo por apresentar um protesto na secretaria da blogosfera: um mês de férias? Seguido? I object! Pronto, a etimologia fica para Setembro. Boas férias!- De tanto ouvir falar de Baalbek parece que a guerra chegou a França. Ou à blogosfera (e lindas as sabrinas brancas Ferragamo). - É o que dá concentrarmo-nos no acessório. A bagagem, but of course! - A-do-rei este post no Postais da Novalis sobre um Mercúrio retrógrado e as suas influências ou ausências nos últimos dias de Julho. Vénus em Escorpião e Marte em Virgem em regime de permanência é bom, mau, assim-assim, não interessa a ninguém?- Alguém sabe de que clube é o Daniel Oliveira? Estou a pensar em oferecer-lhe uma bandeira.- Luís, as minhas desculpas, mas terei de invocar a Quinta Emenda. Por questões conjugais da máxima seriedade, não posso pronunciar-me sobre golos de outros clubes, sobretudo desse. Mas posso regozijar-me com este post do Francisco. Ah, a graça, o brilho, o fulgor! Amor, vem ver!- Tem razão, estimada lolita! Substitua-se serial killer por assassino em série, remetido para Santa Comba Dão. Mas posso pensar noutros exemplos de coerência no mal (também no modus operandi), sem clichés, nem sequer norte-americanos. Caro besugo, não tem nada de pedir desculpas. Como viu, quanto àquela outra questão, obedeci.- Caríssimo Luís Mourão, é falso que tenha um piercing no nariz, mas é verdadeiro que adorava ter. Obrigada e boa pergunta, sim: "Can I be me?" I can (or may) and I am as we speak.- Entretanto, observemos Carlos Leone a viver em plena década de 60. - Finalmente, A Questão Importantíssima: o que querem os gatos? A Sam deseja-me boa sorte (obrigada!) na investigação e quero dizer-lhe que me deixei de coisas e perguntei ao Varandas. Sugeri mesmo, Sam, aquilo que me disseste em privado e confirma-se. O Varandas, logo após a incómoda pergunta, correu para a zona do Kentucky Fried Friskies e deitou-se à espera. Está provado: os gatos querem comida. Vamos ao teste!
You Are: 30% Dog, 70% Cat

You and cats have a lot in common. You're both smart and in charge - with a good amount of attitude. However, you do have a very playful side that occasionally comes out!

Are You More Cat or Dog?

Análises fáceis

Mas certamente que sim!

Credito: Paulo Querido, 2006-08-03 17:08:57

António tem um título incompreensível, os falsos anúncios dos blogues, para um post supostamente de análise ao Blogsvertise.

Obviamente que eles não dizem isso no site deles, falam de conversas e de promoção aos produtos dos clientes deles. É conversa da treta!»

O Blogsvertise tem o direito de promover o seu programa da forma que entender, desde que dentro da legalidade. É claro que o valor está nos links, ou enlaces, e não nos comentários dos autores, que (enquanto não temos web semântica) são totalmente irrelevantes para a economia da pesquisa em que se enquadra este negócio. Não precisa o Blogsvertise de afirmar e repetir a cada passo da sua documentação o que toda a gente que anda nisto sabe.
António dá a entender que o sistema não é transparente e independente. Independente, não vejo porque teria de ser, tratando-se de um negócio, ainda por cima privado. Quanto à transparência, penso que dificilmente poderia ser maior. Falta ao Blogsvertise expôr publicamente as suas próprias regras para aceitar ou não o trabalho de um blogger. Francamente, acho que é pedir demais, caro António.

Ao preço a que andam os enlances (sim, porque isto de optimização de sites, compra e venda de linques é um negócio de milhões) pagar 10 dólares por entrada é um negócio da China.”

Uáu. Caro António! Eu recebo até metade disso por enlace, diga-me onde! E olhe que o meu endereço é bom, rende, tenho um PageRank de 5/10 e veja o meu Alexa! Faço mais barato, vendo links de arquivo a 5 dólares!! (Na realidade um link pode até valer isso mas noutras circunstâncias. Mas esta informação não é gratuita, lamento. Tem um preço. Pague-o ou gaste-o em tempo para a encontrar.)
A objecção final de António ao programa é ridícula.

Ele não obriga, ou sequer sugere (e desconfio que não estão sequer interessados), que os blogueres sejam honestos para com os leitores e deixem uma nota a mencionar a natureza comercial da entrada”

Passando por alto o escorregadio conceito de honestidade quando aplicado a um meio tão díspar como a blogsfera, o sistema não obriga ou sugere o contrário e deixa bem explícito que o post a escrever é tão livre que não tem, sequer, de ser sobre o que está hiperligado. É óbvio, como António “descobriu” antes, que o que se vende é o link e não o post. O que tem isto a ver com conceitos de honestidade (partindo do falso princípio de que haveria uma obrigatoriedade de honestidade para os bloggers) é algo que me escapa. Eventuais resquícios da muito antiga confusão entre blogging e jornalismo?!? Que arcaico.
A análise de António faz algum sentido, sim, quando avalia o impacto futuro deste negócio. Há um impacto, claro.
Primeiro, devemos relembrar que a economia da pesquisa está em permanente evolução. A Google, Inc já mexeu diversas vezes nos algoritmos do PageRank e há vozes que dizem, até, que a importância que o público lhe dá é altamente exagerada e que na verdade não conta assim tanto. O AdSense sofreu uma mudança radical há semanas, devido ao combate à fraude nos cliques. Essa mudança, que não foi sequer anunciada, quanto mais explicados os seus pormenores (como António exige à Blogsvertise), afectou um número não-calculado de publishers cujos rendimentos sofreram fortes variações negativas. Os pesos relativos dos links orgânicos e não-orgânicos variam quase diariamente, em função da caça de gato e rato que sempre foi o negócio da pesquisa.
Estas medidas de evasão são necessárias. Sem elas (e algum secretismo nelas) os motores de pesquisa sobraçariam ao spam médico e pornográfico, que tem os melhores estudiosos na matéria e usa colossais redes de zombies para as suas inoculações. Recordo uma vez mais que o Altavista cedeu a posição dominante ao Google em grande medida porque soçobrou às mãos dos pornógrafos.
António dá o flanco quando diz temer a perda de valor dos enlaces dos blogues. Com isso está a reconhecer um valor aos seus links, embora antes tenha moralizado sobre o facto de alguém querer comprá-los e vendê-los.
Das duas, uma: ou António é blogger pelo prazer e o valor dos links é o que menos lhe importa, ou admite querer tirar algum tipo de rendimento do seu trabalho e aproveita, ou não, as oportunidades que o mercado ofereça. Preferencialmente, direi eu, as oportunidades legais e limpas como a do Blogsvertise.
Gostaria de ler os argumentos (revistos) de António sobre todos estes aspectos. E ainda sobre a sua frase final. Quem leia os blogs americanos dificilmente pode acreditar que uma pessoa esclarecida como António, por muito fechada que esteja na umbiguista e anémica blogosfera portuguesa, seja capaz de a escrever.
Uma sugestão: não faça como os blogburros nem fique paranóico, António. Linke e deixe-se linkar.

dinheiro 2.0, pesquisa

RE: Resposta ao Adolfo

A Arte da Fuga

Credito: AMN, 2006-08-07 19:05:00

O Tiago continua a não perceber o meu artigo. E os meus 4254 caracteres com espaços.

O artigo tem como pano de fundo um facto: a turba que se gerou contra a privatização da gestão do Rivoli. O artigo tratou-se, por isso, de uma reacção a uma falácia (imho) comum e muito generalizada, a de que se o Estado deixa a função de financiador da cultura (e é esta a palavra que lá está) vem o diluvio. O que pretendi eu demonstrar com este artigo? Que ao contrário do que diz essa falácia, o motor de financiamento da cultura deve ser a sociedade e que, sendo esta o motor, nenhum dilúvio aconteceria.



Acreditem que para demonstrar esta falácia, 4254 caracteres não chegam. Precisaria de muito mais. Ainda assim, o Tiago acha que eu tinha espaço suficiente. Diz que eu deveria ter explicado tudo aquilo que eu defendo para a cultura e precisasse em que pontos eu queria a intervenção estadual na cultura.



Mas Tiago, que situação temos hoje em dia? Uma hiperintervenção estadual. O meu papel é explicar que o Estado tem de sair. Essa é a nova abordagem do problema. É por aí que se apontam as soluções porque é por aí que vêm as rupturas. Bem sei que não vives em Portugal e que provavelmente te ficas muito pela blogosfera e achas que todo este país está à mercê do Quartel General Liberal. Mas a verdade é que não está. Este é um país em que o Estado está por todos os lados. É um país em que o Estado se arroga a muito mais do que o aceitável. E a mudança parte daí e por aí.



E desculpa que te diga, e não volto a falar mais sobre este assunto, sob pena de não voltar a comentar mais nada que venha da tua parte. Eu apenas me limitei a centrar o discurso naquilo que provoca a reforma com o que existe. Levar as pessoas a pensar algo que sai fora dos seus quadros mentais. Não foi porque cedi à vontade das pancadinhas nas costas nem de me submeter à "agenda liberal" que, presumo, é comandada um Jesus Cristo que nos dá as indicações necessárias para irmos pregar ao mundo quais apóstolos. As pessoas não podem ser encaixadas em conceitos e agendas e grupos e grupelhos e conspirações para assim serem desvalorizadas e desqualificadas. E foi o que fizeste. Preferiste dizer que eu me submeti a uma agenda, o que pressupõe falta de pensamento próprio. Optaste por dizer que quis pancadinhas nas costas, o que pressupõe falta de pensamento próprio. Preferiste catalogar-me num liberalismo qualquer que tu inventaste, que tu imaginaste e que tu criaste, para me poderes lá meter dentro, com total (e repito total) falta de fundamento, e assim te escusares a falar do assunto. Técnica excelente para uma RGA mas não para uma conversa entre amigos.

Not so silly season.

Três Pastelinhos

Credito: , 2006-08-04 14:38:00

Para todos aqueles que estão menos ocupados nos afazeres profissionais, nunca é demais relembrar que um dos melhores sítios da blogosfera para perder tempo de uma forma deliciosamente útil continua a ser este.

bomba inteligente

Credito: Charlotte, 2006-08-05 19:07:00

A extrema-esquerda ama-me*



O autor do blogue umblogsobrekleist queixa-se da sua própria construção a respeito de dois posts que leu no blogue da vossa bomba de estimação. Diz então que chamei nomes a Zidane (má bomba, má!) por se ter comportado como um bronco e um animal (outra vez?) ao reagir com violência a palavras, mas que me - e agora cito as suas palavras - "[indigno] contra aqueles que falam em proporcionalidade para pôr em causa a amplitude da resposta israelita às provocações do Hezbollah, e que se sentem chocados por o rapto de dois soldados ter suscitado uma ofensiva que já causou centenas de mortos civis e muitas dezenas de milhares de deslocados". Da cabeçada de Zidane como resposta a um insulto até à guerra dá um passo tão grande que fica suspenso em espargata e isso deve doer. Para voltar a andar, precisa de uma muleta que se chama "proporcionalidade".



Resta-me dizer o óbvio: no post em questão, ao escrever (não gosto de me auto-citar, mas pelos vistos, tem de ser), "[a] actos de guerra responde-se com actos de guerra. Por isso o conceito de desproporcionalidade é mera poeira hipócrita que anda por aí a circular. Servirá afinal muito bem aos que pensam que a guerra é uma brincadeira. A guerra é uma coisa horrível, em si desproporcionada, em que morrem civis" estou a questionar o conceito de desproporcionalidade aplicado à guerra, algo em si mesmo desproporcionado. Os que dizem que uma resposta num contexto de guerra é desproporcional atribuem à guerra um equilíbrio e uma proporção que não tem. Por que razão o fazem? Por desconhecerem uma coisa óbvia? Não posso ser mais clara do que isto.

Se, por exemplo, alguém me insultar e eu responder dando uma cabeçada, já faz sentido falarmos de desproporcionalidade (aliás, seria o mínimo). Repetindo-me, trata-se de responder com um acto violento a meras palavras, por muito desagradáveis que sejam (voltando a Zidane, não nos podemos esquecer que se trata de um jogador profissional, com muitos anos a ouvir insultos e provocações). Vamos imaginar que, sempre que me insultavam na blogosfera, eu vingava-me dando uma cabeçada em cada um que o fizesse. Nessa altura, sim: podiam acusar-me de ser... desmedida.



* mas eu não tenho assim tanto amor para dar.

BLOGUITICA

Credito: PG, 2006-08-02 12:40:00

LEITURAS BLOGOSFÉRICAS

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1. «O Provedor», por David Dinis (O INSUBMISSO, 2.8.2006). 2. «Vejam: uma malfeitoria! Mas...», por David Luz (LINHA DOS NODOS, 2.8.2006).


A direita tem mais um grandioso e grandiloquente representante na blogosfera

Mas certamente que sim!

Credito: Paulo Querido, 2006-08-03 23:27:44

É o Digníssimo, Superior, e Extraordinário Máquina Zero. É perfeitamente notável. Leitura obrigatória, diria mesmo. Os ex-UBLs e mesmo os “liberais” que se cuidem: o rapazola promete arrasar as audiências.

Sem tags
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Felizmente há luar

Mas certamente que sim!

Credito: Paulo Querido, 2006-08-03 09:22:16

Sou uma pessoa impetuosa, eu sei. Os ímpetos traem muitas vezes a coerência de atitude, admito. Há muito tempo que não teorizava sobre a blogosfera, mas vou sempre a tempo.
Mesmo que num ímpeto.
A leitura de Pedro Olavo Simões (que não conheço) justifica este ímpeto. No seu blog escreveu com muita serenidade, naturalidade e firmeza um comentário que, não merecendo trocadilhos óbvios com o nome do blog, é uma lição para toda a blogosfera e um bom contributo para a questão das caixas de comentários. Assunto na ordem do dia mercê da escalada de disparates resultante do extremar de posições motivado pela guerra (basta andar pelas caixas de comentários dos blogs de maior tiragem para ficar deprimido). Aqui fica a citação e a pista do original:

Como dizia o Luís Folhadela, um colega já falecido, “o nome é a coisa mais importante que temos”. Referia-se, claro, ao plano profissional e à intransigência que, enquanto profissionais da escrita, temos de ter em relação àquilo a que associamos essa nossa marca (não importa se de qualidade ou de mediocridade).
As caixas de comentários na Fonte das Virtudes permanecem abertas. Apesar de não serem numerosos, são de extrema importância para a vitalidade do blogue, e fico sempre grato quando me vejo objecto de alguma atenção, eventualmente imerecida. Noto, porém, que, apesar de a blogosfera me fascinar, em grande parte devido ao impulso que dá ao debate de ideias ou à partilha de gostos, não acredito na “grande comunidade internáutica”. Por isso, se um dia considerar que se impõe tal atitude, não terei problemas em activar a moderação de comentários. Não porque me movam tentações censórias (e nenhum fedelho malcriado tem legitimidade para dizer o contrário), mas porque a tal noção de responsabilidade, decorrente de uma vida lá fora, poderá não me deixar outra saída.
»

blogging

Blogosfera

Circo Voador

Credito: , 2006-08-02 23:23:00

O que começou como uma brincadeira, transformou-se num viciante ritual diário. Mesmo em tempo de férias é difícil desligar e ignorar este espaço que vive no computador guardando palavras virtuais. Tudo o que acontece ou que observo pode ser mote para um texto.
A blogosfera é especialmente interessante porque permite qualquer devaneio. Pode-se inventar personagens, personalidades, vivências, mudar de sexo, criar amantes, criticar políticos e políticas, divagar sobre abismos ou cavernas, chorar lágrimas, gargalhar sorrisos… tudo o que a imaginação permitir e a informática também.
Não deixa, no entanto, de ser um local pessoal onde acumulo pensamentos, falsos ou verídicos, que resultam diários. Por existir na web é acessível a qualquer um, que noventa por cento das vezes desenha num espaço pessoal criticas públicas. É assim, autorizo assim. O administrador de um blogue tem duas alternativas: ou abre os comentários à generalidade dos navegadores, possibilitando a interactividade, ou simplesmente não aceita a invasão de terceiros no seu território.
O autor de um blogue não pode impedir visitas. Na maioria dos casos até gosta de ser visitado. Talvez este espaço seja uma forma de «celebridade», aquela fome de fama escondida num qualquer recanto humano. Somos vaidosos, somos seres sociais, alimentamo-nos de atenções ainda que cheguem de gente anónima.
Mas decida o que decidir só o faz por uma razão: por ser um local onde é senhor absoluto. Independentemente de gostar ou não de ser lido, o autor escreve para ele e não para os outros. Aliás como qualquer escritor, artista, músico ou outra alma criativa, cria para si e não para o desconhecido.
No fundo aquelas memórias fictícias ou reais são um espaço nascido a partir da necessidade primitiva de abrigo: é uma casa de pensamentos.
Os meus pensamentos, os meus vícios, os meus amores e desamores, a minha violência, a minha pacificação, o meu disparate, o meu raciocínio… tudo no Circo Voador é meu, logo pessoal e intransmissível.
Se eu escrevesse para poupar alguém do que quer que fosse, simplesmente não existia blogue.
Esta é a minha janela aberta ao mundo. Quem quiser notícias públicas não passe por cá, compre um jornal de referência.

Fresco e doce como um rebuçado de mentol

O Mundo Perfeito

Credito: , 2006-08-01 00:00:00

Para o meu querido JMNK, do Descrita


Este poste é um agradecimento e uma piada privada.
A nova mudança deve-se ao trabalho do João MNK, que mais uma vez veio em socorro da minha insatisfação crónica, e dos meus caprichos, produzindo esta obra de arte.
Que seja um exemplo para outros!


"Coraçãozinho da Isabela, lindinho da Isabela, favorito dos favoritos, cutchi, cutchi, coisinha tenra, ah, agora é que vou estrafegar-te de beijos, impetuosamente, cutchi, cutchi..."
"Ai, ai, Isabela, diva da blogosfera, que estás a fazer-me tantas cócegas... ai, ai, mas, deixa lá, continua, não pares, não pares...!"

Sábado à noite. Duas da manhã. Este foi o instantâneo captado. Uma noite de suor e trabalho, após uma tarde de ensaios intensos: "vamos experimentar assim; mete aqui; tira dali; agora chega mais para a direita; não, vamos experimentar mais para baixo; não achas que é grande demais?".
Duas da manhã: João MNK et moi tínhamos acabado de produzir esta frescura em azulinho e rosa, fresca e doce como rebuçado de mentol.

…blogar à beira-mar!

Praça da República em Beja

Credito: nikonman, 2006-08-01 09:35:00

naAgosto.jpg

(crónica assinada por mim na edição de Agosto do jornal "Notícias Alentejo")

Chegou a estação baixa para os blogues. Entenda-se baixa como aquela estação em que a escrita flúi mais preguiçosamente, as novidades são irrelevantes e os leitores se dedicam a outras tarefas. Metade da blogosfera entra de férias e, neste meio, torna-se interessante verificar os comportamentos adoptados pelos que partem à procura de outros lazeres.

Há quem adopte a metodologia de fazer um pré-aviso: “Durante uns tempinhos o PreDatado vai a banhos. Férias são férias e, por isso, não escreverei (aqui), não lerei (por aqui e por acolá com uma pantalha à frente), não comentarei. Mas depois voltarei em força. Esperem-me.”
É o caso típico de quem vai estar mesmo ausente. Entre a ida e a volta há um hiato no mundo do blogger. Quando regressar, o que vai escrever pode ser considerado como DF (depois das férias). Para trás fica um passado quase irrecuperável, não fosse o blogue um arquivo vivo de memórias, mesmo que já desvitaminadas.
Também há os bloggers que não querem anunciar a partida e deixam escrito “Nos próximos dias este blogue terá poucas actualizações”, como se de uma tabuleta à porta da mercearia se tratasse, alertando os clientes para a inexistência de fruta e legumes frescos.
A ameaça “vou e não sei se volto” é também uma técnica muito usada pelos bloggers portugueses. Não se sabe se são cidadãos conscientes dos perigos que espreitam nas estradas da nação, se é gente que não respeita as bandeiras vermelhas ou se são escribas desiludidos da arte.

Gosto especialmente dos blogues editados por professores e outros estudantes. Sem papas na língua avisam “este blog vai entrar em ritmo de férias” e, inacreditavelmente, reaparecem 2 meses depois, quando se esperava que o “ritmo de férias” lhes desse o tempo que lhes faltou durante a atarefada vida escolar. As pautas costumam ser um reflexo destes ritmos.

Louváveis são aqueles que desaparecem da blogosfera sem deixar aviso. Regressam cheio de fotografias com factor 18, que nos dão a entender que andaram a expor a cútis aos perigosos raios solares.
Por fim há os blogues que não descansam. Ou porque os seus donos não têm tempo/paciência/dinheiro para férias ou então usam uma plataforma que lhes permite deixar tudo preparado e, mesmo estando à beira-mar, os seus posts aparecem à hora programada, como se fosse um pitéu retirado da arca congeladora, aquecido no micro-ondas e logo de seguida servido com guardanapo de pano. São os privilégios das tecnologias avançadas e que fazem desta ferramenta um dos mais encantadores meios de comunicação. Estão também na categoria de permanentes os blogs colectivos que, como nas urgências de um Centro Hospitalar, distribuem a empreitada por turnos mais ou menos longos, conforme a categoria profissional do blogger.
Caro leitor, desejo-lhe boas férias, boas leituras e … boas postas!


O Mick, pá! O Mick, vendo bem, é gay!!!

Planície Heróica

Credito: Francisco Nunes, 2006-08-01 00:33:00

   Comentámos com uns amigalhaços o drama do Abrupto e as bocas que grassam, a esse propósito, por essa blogosfera fora, com uns amigalhaços. Os gaijos riram-se! Falaram de silly seasons e dessas coisas... Às tantas, a propósito da possível...

é verão

O Absurdo

Credito: Eduarda Sousa, 2006-07-31 10:59:39

está calor. a vontade de escrever é nula. a blogosfera anda às moscas. os resistentes ocupam-se de Israel vs Líbano. palavras comuns, repetitivas e gastas. eu durmo. 


Blogosfera Lusa: Análise 1

PubADdict

Credito: Bruno Ribeiro, 2006-07-31 00:13:57

Tenho andado ‘entretido’ em torno de formas de representacão gráfica da blogosfera portuguesa. Esta primeira experiência centrou-se em torno de 4 blogs políticos: Abrupto; Blasfémias; Causa Nossa; e O Insurgente. Baseei-me em dados recolhidos a partir do Blogómetro; Technorati; Alexa; Blogsearch; e IceRocket para criar o seguinte radar pentagonal - de referir que os valores apresentados para as linhas de valores representam percentagens. (clicar na imagem para aumentar)

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No vértice superior encontramos os valores respeitantes à média de visita de cada um dos blogs, de acordo com os dados apresentadaos no Blogómetro. Em cada um dos 4 vértices restantes encontramos dados para o que pode ser designado de “validade social” para cada blog, representando valores referentes ao número de links, número de blogs que linkam para o seu endereço, e número de citações de cada blog (voltarei a este conceito de validade social num post futuro).

Do gráfico podemos inferir que o Abrupto apresenta uma esfera de influência bastante superior relativamente aos restantes, com o Blasfémias a surgir no segundo posto em quase todas as variáveis com a notável excepção para os dados Technorati nos quais é ultrapassado pelo Causa Nossa. De notar a similaridade entre os gráficos do Blasfémios e d’ O Insurgente.

No futuro procurarei afinar esta metodologia assim como ‘procurar’ outras que permitam analisar os blogs portugueses.

Tags: Web Analytics technorati_logo sapotags_logo marcantes_logo blogosfera">destakes_logo favoritos_logo delicious_logo wordpress_logo


Apocalipse Now

Diário Ateísta

Credito: Palmira F. da Silva, 2006-07-30 20:08:00

A crença num apocalipse seguido de um julgamento final é uma característica comum a várias mitologias, dos Maias aos Hindus, que surge normalmente em tempos de horror e opressão da respectiva cultura. Como já referi, em todas as mitologias há um messias («ungido») ou salvador, que resgata os eleitos de Deus. Esse salvador pode ser um ancestral do povo ou o mítico fundador da religião, que empreenderá uma batalha final contra as forças do mal e, após a vitória, inaugurará um novo estágio da criação, um novo céu e uma nova terra.

Os mitos da destruição escatológica, abundantes e associados normalmente a ciclos de destruição-criação em outras religiões, manifestaram-se tardiamente na literatura apocalíptica judaico-cristã, que floresceu entre os séculos II a.C. e II d.C., com zénite nos delírios do livro do Apocalipse. Como confirmação da natureza bem humana, determinada pela conjuntura da época, dos textos que alguns acreditam serem «revelações», recordo que o livro de Daniel, que descreve as primeiras visões apocalípticas na Bíblia, foi escrito durante a revolta contra o domínio grego.

O próprio cristianismo foi inventado durante a ocupação romana da Judeia. A ideia de que uma força maior efectivará a vingança das provações dos «justos», que aqueles que vemos como os nossos opressores sofrerão horrores inimagináveis, nem que seja no fim dos tempos, tem um apelo evidente para muitos e explica em parte o sucesso das religiões.

Considerando os tempos conturbados em que vivemos não é assim de espantar que alguns cristãos mais alienados considerem próximo o fim do mundo, e, consequentemente, a volta do Messias que julgará os vivos e os mortos. Na realidade, este alguns são muitos milhões apenas nos Estados Unidos e, segundo uma reportagem de 2002 da revista Época, cifrava-se à data num milhão o número de cristãos brasileiros seguidores de seitas cuja mensagem principal é a iminência do Juízo Final. Mesmo em Portugal, há pelo menos um católico, o autor do livro «Os 3 segredos de Fátima», que se entretem a transcrever para uma página na internet os seus delírios apocalíptícos.

tinha mencionado há uns meses o sucesso da série «Left Behind» assim como o sucesso anunciado do novo jogo cristão «Left Behind: Eternal Forces» baseado na dita série. O jogo é simultaneamente uma missão religiosa e uma missão militar que consiste em converter ou matar católicos, judeus, muçulmanos, budistas, homossexuais, todos os que advoguem a separação do estado e da Igreja, especialmente cristãos moderados «de café».

O jogo já dera uma indicação da estrutura mental dos dominionistas cristãos mas hoje, ao ler a página da Harper, deparei com uma notícia que espelha bem a completa insensibilidade, falta de qualquer sentimento de compaixão e virtude moral destes fanáticos cristãos, que rejubilam com o sofrimento alheio.

De facto, o presente conflito entre Israel e o Hezbollah deixou completamente frenéticos os desvairados cristãos que frequentam os fora do Rapture Ready (Prontos para o Arrebatamento). Estes fundamentalistas cristãos, a base de apoio do cristão renascido com uma missão «divina», G. W. Bush, dão mostras efusivas da sua alegria pela morte de milhares de inocentes, especialmente vítimas do recente conflito no Líbano e em Israel mas também em todo o Médio Oriente, que consideram um sinal inequívoco da 2ª vinda do seu mito.

Transcrevo apenas uma mensagem elucidativa, entre muitas, deixada por um devoto e eufórico cristão no forum «Fim dos tempos» em relação à tragédia que se desenrola no Médio Oriente:

«Louvado seja Deus! Nós fomos escolhidos para viver nestes tempos e também observar e espalhar a palavra. Algo dentro de mim está prestes a explodir e não sei o que é. É no género de querer fazer pinos rodados pela vizinhança».

Noutra linha, os piedosos cristãos discutem a necessidade de Damasco ser destruída antes da vinda do «Messias», de acordo com Isaías 17.

Como seria de esperar, a demência fanática, a total insensibilidade dos posts foi divulgada pela blogosfera americana e assim, hoje, os administradores do site pediram um pouco de contenção aos seus participantes e apagaram pelo menos uma das linhas. Mas podemos apreciar o que só posso considerar demência induzida pela religião nesta caricatura de um devoto cristão dominionista.

||| Tal como na vida. Tal como na vida, a blogosfe...

A Origem das Espécies

Credito: , 2006-07-30 14:34:00

||| Tal como na vida.

Tal como na vida, a blogosfera fica mais vazia em Agosto. É uma altura em que vale a pena andar pelos blogs. Agora, no período entre Natal e Novo Ano e, salvo erro, domingos fora. Aproveitar os fluxos de pouco trânsito, como na vida, no acesso às cidades, nas estradas concorridas.


Novas descobertas

Fonte das Virtudes

Credito: , 2006-07-28 18:27:00

Com a nota de JPP a que me referi ontem, despertam as consciências de referência para algo que vem sendo denunciado, há muito, muito tempo, na blogosfera e, claro, fora dela (os jornais, sabem?...). Mas pronto, se o homem serve para isso, honra lhe seja.

nota - isso das "consciências de referência" é uma brincadeirinha por causa desse conceito, que teimo em não compreender, de "jornais de referência"; apenas isso.

Ainda a guerra (vista daqui)

Mas certamente que sim!

Credito: Paulo Querido, 2006-07-30 02:45:12

Em vão procuro uma visão de conjunto, uma análise, uma síntese esclarecedora — ou simplesmente um fio de opinião decentemente expressa sobre a guerra em curso. A blogosfera portuguesa é feita de causas, os seus membros buscam a proeminência gritando mais alto que o parceiro ou cavando mais fundo na “culpa” colectiva para anunciar, triunfantes, os seus “partidos” — o recurso ao lugar comum mais estereotipado que for possível, preto ou branco, zero ou um, que fará os seus leitores acenar em sinal de respeitosa concordância…
Nada interessa, realmente, na realidade: vale dizer e fazer tudo para ter razão — mesmo que razão e coração se confundam nas generosas cabecinhas destes autores sem vida nem mundo, colectores de sebentas financeiras e códigos anotados, reprodutores de abstracções, ao fim e ao cabo a próxima geração de gordura excedentária do Estado pela via do suspirado ingresso na função pública, seja por parte da família, seja pelo padrinho do partido.
Nascida do marasmo “intelectual” da direita dissidente que procura pôr-se em bicos de pés durante a travessia do deserto do poder, a blogosfera portuguesa não tem no seu código genético a isenção, o afastamento e o bom senso, úteis quando procuramos interpretar as desavenças profundas entre povos que se guerreiam num cenário de conflito permanente nas últimas oito (para ficarmos só no conflito “moderno”, o relacionado com o nosso mundo) décadas.
Como noutros tempos, como noutros lugares deste nosso tempo, tudo se resume a ser a favor ou contra.
Como que contaminada, a classe opinativa da imprensa portuguesa não vai muito melhor. À excepção do editorial simples, claro e despreconceituado do Expresso deste sábado, as mesmas bafientas “interpretação” e “posicionamento” que vemos na blogosfera. Restará saber qual o ovo e qual a galinha neste caso — mas eu vou por aí e ali à BBC e já venho.

Sem tags

Nem mais...

Modus vivendi

Credito: , 2006-07-28 10:18:52

A Conceited Mistake (ou a HOT STORY DA Blogosfera LUSA, às portas de Agosto) Once upon a time there was a mistake So silly so small That no one would even have noticed it It couldn't bear To see itself...

Novas descobertas

Fonte das Virtudes

Credito: , 2006-07-28 18:27:00

Com a nota de JPP a que me referi ontem, despertam as consciências de referência para algo que vem sendo denunciado, há muito, muito tempo, na blogosfera e, claro, fora dela (os jornais, sabem?...). Mas pronto, se o homem serve para isso, honra lhe seja.

nota - isso das "consciências de referência" é uma brincadeirinha por causa desse conceito, que teimo em não compreender, de "jornais de referência"; apenas isso.

Um presentinho envenenado deixado no Cocanha

cocanha

Credito: , 2006-07-28 10:16:00



"Marjane Satrapi, a autora de Persépolis, nasceu no Irão em 1969. Exilou-se na Europa com apenas 14 anos, depois de se encantar e desencantar com a revolução dos mullahs. O seu combate são agora os direitos humanos, e a entrevista que concedeu ao último número da LER consagra-a como uma intelectual crítica e essencial.

Porque Satrapi diz coisas prementes sobre o nosso tempo. Quando é questionada sobre o terrorismo, afirma: «As pessoas, no Ocidente, estão convencidas que todo o muçulmano sonha com atulhar-se de bombas e matar-se provocando centenas de mortos. É absurdo! Qem é que, neste mundo, não quer uma vida boa, rodeado da família, dos filhos... ir comer gelados à beira-mar? Quem? Mas as pessoas querem também ser respeitadas na sua dignidade. Se os americanos tivessem tido isso em consideração, não estavam agora na situação em que estão. A verdade é que o mundo vive num desequilíbrio total, entre países ditos desenvolvidos e países subdesenvolvidos. Há ainda uma percepção colonialista do mundo em que se exploram os países mais pobres, para nos tornarmos mais ricos. Mas esses países sabem que estão a ser explorados e vingam-se». Satrapi rompe com essa cínica duplicidade civilizacional de chamarmos terrorismo às guerras dos fracos e guerras - limpas, cirúrgicas, televisionadas - ao terrorismo dos fortes. Vítima do fundamentalismo totalitário, impedida de regressar ao seu país, Satrapi não abdica da uma leitura crítica e incómoda sobre o fenómeno do terrorismo, sobre a democracia, sobre a liberdade, sobre a guerra. Só por isso, já seria uma voz incontornável. Mas há mais. Bastante mais. Ou não quisesse ela «ao mesmo tempo a justiça, o amor e a cólera de deus".

[Agosto de 2004]
Por xxxx às 00:50
...........................
imagem: Paula Rego,
O macaco vermelho a oferecer ao urso uma pomba envenenada, 1981
...........................
Quem disse "postou" este texto?
.............................
acrescento:
Como apareceu aqui um anónimo achando-me muito loura [sou bem morena] pelo facto do texto ser uma citação e estar identificado, ainda que se notasse que foi “postado”, aqui fica outro totalmente original com a mesma proveniência (veio junto no mesmo presentinho e a data é idêntica em mês e ano).

"A terceira edição internacional do consagrado dicionário Merriam-Webster equipara o anti-semitismo a qualquer manifestação de apoio à causa palestiniana. Na entrada de «anti-semitism», aprendemos que ele corresponde a «sympathy for the opponents of Israel». Note-se que não está em causa o direito à existência de Israel enquanto Estado. O que o dicionário nos diz é que há uma coisa abstracta - que engloba Israel, a sua política externa, os seus dirigentes políticos, o seu unilateralismo, a sua violação das disposições da ONU - que não pode merecer oposição. São anti-semitas todos aqueles que condenem a construção de um novo muro da vergonha, a selvajaria do exército israelita nos territórios ocupados, a sua política de agressão às populações civis palestinianas, os raides criminosos sobre os campos de refugiados. Entramos numa dimensão em que a reinvenção da linguagem se propõe legitimar a política como profecia. O negacionismo do passado transforma-se na antecipação do futuro enquanto dogma. A partir desse momento, o pensamento crítico pertence à verdade, uma peculiar forma de oposição ao decurso presente dos acontecimentos e à arbitrariedade dos vencedores temporários da história".


.......................

nota: para tranquilizar outras flores que se manifestaram nos comentários- devo dizer que, não só desconhecia totalmente estes postes, como nunca me daria ao trabalho de fazer buscas por tão fraco artista, cujo nome me "sopraram ao ouvido". Foi mesmo presente deixado nas caixinhas. Gosto de agradar às visitas.
........................

novos desenvolvimentos:
Esclarecimento aos leitores-

Não orquestrei absolutamente nada com ninguém. Orquestra prefiro a do Barenboim

Se esses textos foram forjados, se alguém criou uma falsa página e depois a veio aqui oferecer, dando a entender a identidade do autor, é da total responsabilidade de quem o fez.

Nem me parece nada mais que entertainment- o bom lema do Cocanha. Pois se veneno havia nessa “maquinação” então, é caso para dizer, que há quem tenha mesmo problemas nas bossas e perca tempo a inventar bacoquices deste teor.

Por mim, é igual. Foi presentinho, sou sempre uma ingénua, não tenho que me envergonhar por isso e não faço desfeitas aos leitores.

E também não tenciono fazer investigações policiais para descobrir quem quis tramar quem, ou outros disparates no género policial que estão em moda na blogosfera. Deixo isso para os adeptos das "persiguições napoleónicas".
........................
actualização e conclusão [29/7]

A fraude continuou. Ontem, em poucos minutos, conseguiram fabricar mais uma falsa página, na tentativa de difamarem o mesmo pensador.
Neste caso nem vale a pena mais nada. Basta ler-se este disparate acerca do Arafat para qualquer pessoa normal ver logo que era impossível alguém dar uma reviravolta deste calibre:

"O obituário de Yasser Arafat não se cobre da vertigem do inesperado. A sua morte é uma morte anunciada. Pelo agravamento da doença nos últimos dias, metáfora do cerco asfixiante nos últimos anos. E pelo atavismo dos actores políticos internacionais perante uma liderança israelita que encontrou no enfraquecimento da Autoridade Palestiniana o canal directo para a destruição de um povo e de uma esperança. Essa polarização, de resto, serve para argumentar com a escalada terrorista nos extremos de parte a parte. Os fundamentalismos alimentam-se mutuamente. E alimentam-se também do caos, da barbárie, do desespero, do enfraquecimento das lideranças. Mas agora Arafat está morto. Persistirá sobretudo como o símbolo de um povo em luta pela sua dignidade, pela recusa da humilhação, pela paz. Sharon transformou essa possibilidade numa obscenidade. Israel demorou seis dias a ocupar a Palestina e por lá permanece há quase quatro décadas, conduzindo o seu próprio suicídio. Porque o dramatismo do dia-a-dia dos palestinianos também se sente bem lá no centro de Telavive, quando o som de uma explosão anuncia o terror da morte sem pré-aviso. Mourid Barghouti é um poeta palestiniano que vive no exílio há 38 anos, proibido de regressar. Falando sobre o desenraizamento palestiniano, disse recentemente com um humor trágico que «Israel não autoriza o regresso dos palestinianos nem depois da morte. Há caixões de palestinianos que viajam em aviões, pousando de aeroporto em aeroporto sem nunca serem autorizados a desembarcar. Chamamos a isto a maneira palestiniana de viajar pelo mundo». Agora Arafat está morto e viaja pelo mundo. Está algures entre Paris e o Cairo. No seu país eternamente adiado, haverá todo um povo que o chora".
[xxx 12/11/2004]

-Acabou-se o recreio. Vou a banhos e se isto não acalmar, à falta de polícia de costumes, lá terei de chamar o técnico das bossas para ficar à porta a filtrar a loucura.


TECNOSFERA

ContraFactos & Argumentos

Credito: PedroF, 2006-07-27 17:28:00

Continua a novelAbrupto: nas PIRATARIAS 8, JPP dá dois endereços onde se está a tentar perceber/resolver o problema, já revelados noutros blogues, mas omite a sua própria explicação sobre "Two blogs in the same URL, one genuine another a fake", escrita hoje, NOVE dias após os problemas terem começado.

Curiosamente, a página inicial do falso Abrupto, onde afirma que é o seu primeiro blogue, tem agora uma cara:

Name:Alex [Mccauley?]

Location:San Francisco, California, United States

I'm a Boston guy who lives in California now.



No seu perfil, constam dois outros blogues, Like A Train Flying By...Just Grab and Hold on, criado a 15 de Novembro de 2005, e o vazio Our awesome pad.



Mais:

Sobre o ataque ao Abrupto: Tudo aponta para que, contrariamente ao que alguns (auto-proclamados) "técnicos" se apressaram a assegurar em tom jocoso, o Abrupto esteja mesmo a ser vítima de um ataque deliberado.

O caso ABRUPTO: o que importa é que o blogue de comentário político com maior audiência em Portugal e que mais influência tem no incremento da nossa blogosfera está a sofrer uma sabotagem inadmissível.

Abrupto: Mas de uma coisa toda a gente se deveria lembrar, goste-se ou não do blog ou do seu autor. O que lhe está a acontecer poderia perfeitamente acontecer a qualquer um dos que por aqui andam. Podem crer que sei do que estou a falar.



P.S.: Já agora, quando JPP anda a arrumar estes "fantasmas", pode arrumar o arquivo e acertar a data do primeiro mês em que escreveu. Eu sei que é considerado dos primeiros bloggers nacionais mas mostrar que teve um blogue em Maio de 1990 é um exagero. Como isto anda, alguém ainda pode acreditar nisso... :-)



P.S.1: Ao lado mas para quem se interessa por estas coisas: Hacked Sites Cause Headaches: What do a former Playboy pinup, a small Michigan toy company, and a mild-mannered real estate agent have in common?

On the surface, not much. But they each run a Web site that has been hacked and may have been used to distribute adware, spyware, malware, keyloggers, and rootkits to their visitors. [...]

The hacker has secretly inserted what is called an "iframe vulnerability" in the site's HTML code, without the site owner's knowledge. When you visit one of the hacked sites, a third party can try to install software onto your PC.

Right now the hackers behind the iframe vulnerability are not distributing malicious code through any of the hacked sites. But at any time, they could flip the switch and start pumping out malware. [...]

The trick these hackers use is to create a tiny, 1-by-1-pixel element on a Web page that links to a third-party Web site. The hacked site doesn't appear to be booby-trapped, enabling the hacker to keep a low profile. All the bad guy has to do to launch an attack is to load up the rigged site with malicious code; anyone who then visits the site is prey to a drive-by download.

O caso ABRUPTO

Blasfémias

Credito: CAA, 2006-07-27 13:05:00

Durante alguns dias observei. Vi razões de vária índole. Duvidei.

Agora penso que se o Abrupto não está ser boicotado intencionalmente pelo menos parece. E muito.

Não me interessam as razões dessa discussão, as justificações pseudo-técnicas - o que importa é que o blogue de comentário político com maior audiência em Portugal e que mais influência tem no incremento da nossa blogosfera está a sofrer uma sabotagem inadmissível.

E seria bom que os restantes bloguers em vez de aduzirem explicações esotérico-informáticas ou se rirem alarvemente do caso pensassem seriamente na essência da questão que está aqui presente. E na possibilidade de virem a ser os próximos.

Por isso impõe-se a rejeição absoluta deste boicote. E que todos utilizem o seu engenho para o resolver.



P.S. Há alturas em que alguns pretensos felinos são comprovadamenrte fedorentos...

Crise da cinefilia? Não em todo o lado

As Aranhas

Credito: , 2006-07-27 22:05:00

Impressão muito rápida, que terei tempo de aprofundar: a julgar pela sua blogosfera cinéfila, informada, criteriosa e disponível (quero eu dizer, disponível para todo o cinema e não apenas para uma parte do cinema), o Brasil não vive crise de cinefilia nenhuma. Antes exactamente o seu oposto.

De: TAF - "Calma!"

A Baixa do Porto

Credito: , 2006-07-26 17:07:00

As coisas andam animadas na blogosfera!

É A Baixa do Porto com um pico de acessos (o "efeito Rivoli") e os ânimos um pouco exaltados, é o Juntos no Rivoli, é o JPP com a sua "teoria da conspiração" para os problemas que me parecem exclusivamente técnicos no Abrupto, que volta e meia desaparece...

Calma!  ;-)


||| Posta restante. O fim dos comentários, 1: «N...

A Origem das Espécies

Credito: , 2006-07-27 23:00:00

||| Posta restante.

O fim dos comentários, 1:
«Não percebo o porquê da sua decisão, e apesar de discordar consigo muitas vezes, acho que o direito ao contraditório é e será sempre um pilar fundamental da democracia. Energúmenos sempre houve e haverá, mal educados idem aspas. Mas acredito que para combater a estupidez a melhor forma não é a mordaça. é sim o confronto intelectual.» [Luís Sebastião]
«Consigo entender a sua irritação com o lixo que lhe cai na caixa de comentários. Comentei uma mão quase cheia de vezes no seu blog, e julgo (ou espero) nunca lá ter deixado lixo. Sei que deixei alguma inanidade. No entanto, e para tentar dar alguma importância ao lixo, tento fazer notar que na ouverture de A Origem das Espécies, você cita Darwin para frisar que quer "consider the value of the differences between the so-called races of man". Sinceramente, o lixo é tão fundamental para este propósito como qualquer centelha de razão, lucidez ou inspiração.
Ainda acerca disto, gostaria de dizer que considero a caixa de comentários de qualquer blog como um espaço onde o comentador tem o dever de ser minimamente pertinente acerca do post específico que está a comentar, mas também o direito de fazer publicidade ao seu próprio espaço. Acho a atitude "deixas-me dizer ao mundo que existo?" legítima por parte do blogger comentador e acho ainda a atitude "vá lá, diz lá ao mundo que existes" um sinal de extrema generosidade por parte do blogger comentado. Já deixei comentários em alguns posts (alguns seus também) com este duplo propósito. Espero um dia poder retribuir o favor, ajudando alguém a erguer-se acima da linha de visibilidade. Lamento por isso o desaparecimento da sua caixa de comentários. Como porta de entrada e saída para e de A Origem das Espécies, era tão bonita como a do Hopper no final do Aviz; mas há um mérito: um comentário deixa-se com alguma impunidade no que diz respeito à relativa leviandade e inanidade do seu conteúdo. um email redige-se e envia-se com alguma reflexão. Suponho (ou espero) que lhe seja mais compensadora a leitura da correspondência do que a leitura dos comentários.» [C.O.]
«“Não tem a ver com a publicação de opiniões contrárias, no espaço do blog destinado aos comentários -- nunca houve censura.” Já alguma vez ouviu um bêbado, no meio de uma discussão, assumir que estava bêbado? Já ouviu algum «tolinho», no meio de uma discussão, assumir que era «tolinho»? Por acaso os ditadores confessam-se como tal, ou os terroristas assumem que praticam actos terroristas? Já alguma vez ouviu um fanático assumir-se como tal? Um lunático? Um psicopata? Tem toda a liberdade de acabar com os comentários no seu blogue mas as justificações dessa natureza, dispensam-se... [Armando B.]

«Concordo com a ausência dos comentários, mas não se estará a perder uma das "raras" virtudes dos blogues: a interactividade entre autor e leitor? Bem, pelo menos existe este endereço que pode ser activo e restaurar a dita. Quanto aos "insultos e asneiras despropositadas" é infelizmente uma questão cultural que ainda não conseguimos ultrapassar.» [Carlos Arinto]

«Lamento mas compreendo o encerramento da caixa de comentários do A Origem das Espécies. Lamento, porque a intolerância é sempre lamentável. Compreendo, porque até a mais tolerante das pessoas pode ser "obrigada" à intolerância.» [José Moreno]
Sobre We Authors:
«Entendi este post como uma manifestação de estupefacção e um protesto contra um ligeiro escândalo, mas reparei que teve o cuidado de não o dizer de forma explícita. no entando, e partindo do princípio que a minha percepção do post está correcta, deixe-me dizer-lhe que como escândalo, não é inédito. a literatura tem beneficiado de um considerável grau de protecção por parte da recensão crítica jornalística (jornais e blogosfera) e televisiva sem paralelo noutras formas de criação. na música séria (ou clássica, ou escrita, ou como quiser chamar-lhe), há anos que (nós, compositores) vemos obras e compositores fenomenais serem olimpicamente ignoradas/os, enquanto agentes do entretenimento (vulgo músicos pop) são glorificados em horário nobre. Há anos que vemos Ligetis, Xenakis e Berios a morrer sem glória mais que merecida para compositores daquele calibre e chicos buarques, ruis velosos e tonis carreiras (sim, sim, estão todos no mesmo saco por muito difícil que seja de ouvir) apelidados de compositores. portanto, que alguém chame "escritora" à senhora Paula Bobone ou a outros e outras que tais, para mim não é novidade.» [César O.]

BLOGUITICA

Credito: PG, 2006-07-26 14:28:00

CANALHICE



[1030] -- A canalhice de que o blogue de José Pacheco Pereira está a ser alvo há mais de uma semana é lamentável. Ainda que involuntariamente, é também um elogio e um estímulo. Caso fosse necessário, confirma-se uma vez mais que a blogosfera portuguesa funciona de forma darwiniana.

O Pimenta Machado da blogosfera

Mas certamente que sim!

Credito: Paulo Querido, 2006-07-27 14:45:26

Como é habitual neste mundo, nada do que parece é” José Pacheco Pereira no Abrupto, 27/07/2006

Descansem. Dentro de dias estará re-escrita a história das acusações/justificações ao “ataque” ao Abrupto.

Abrupto
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Partidários da ignorância

Fonte das Virtudes

Credito: , 2006-07-24 23:06:00

Amílcar Paulo era visita diária lá de casa e vice-versa, chegadíssimo amigo do meu Pai. Há muitos anos, no tempo em que as Pessoas eram vivas. Qualquer pessoa que saiba alguma coisa sobre o Judaísmo, em Portugal, ouve o nome desse homem sem indiferença. Cresceu no tempo dos judeus ainda secretos e a esse secretismo se manteve fiel, de algum modo. Mas foi um dos grandes estudiosos dos marranos, desvendou e publicou muitos dos segredos dessa gente (também a gente dele) que (em Trás-os-Montes, em Belmonte...) lhe abriu as portas. Foi um grande amigo de Israel, através dele conheci, ainda miúdo, judeus de todas as paragens. Gente boa, amiga. Um deles - pasmem os ignorantes -, professor universitário e cidadão americano, dos maiores maiores mãos-largas que já conheci. Desde miúdo convivi, de algum modo, com Israel. Desde miúdo aprendi a admirar as coisas boas do Estado de Israel. Mas não levei com um menorah na cabeça, ficando por tal impossibilitado de a utilizar. Se sei ter um olhar crítico em relação aos que acusam Israel de tudo e de nada, o mesmo sucede em relação aos que tomam o partido do Magen de David e rotulam todos os que têm opinião contrária de anti-semitas. Geralmente, são estes os mais intolerantes. Os grossos, os malcriados (um passeiozito pela blogosfera portuguesa é elucidativo). São grossos e malcriados porque são ignorantes. São ignorantes porque só os ignorantes crêem garantidamente que o não são. A História, se alguma coisa nos mostra, é que nada pode resumir-se à existência de bons e maus. E ensina-nos a necessidade do distanciamento, a importância do discernimento. A não ser para os que, na História, apenas escolhem um acontecimento qualquer para marcar o início dos tempos que lhes interessam. Pode ser o holocausto, pode ser o rapto de dois soldados israelitas... Aprenderam, provavelmente, com gente como o animador televisivo José Hermano Saraiva, que vê na História, como li numa entrevista qualquer, o mero testemunho do que se passou. Porém, como assim aprenderam, sempre viverão sem perceber nada do que os rodeia.

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